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Nos passados dias 12, 13 e 14 de Abril realizou-se o Encontro da Estrutura Sindical do SITAVA, reunindo Dirigentes e Delegados Sindicais em Lisboa. Foi a apresentação das contas de 2011 aos Delegados Sindicais para as analisar e aprovar e um debate sobre o SITAVA Futuro. A ocasião permitiu abordar diversos assuntos da vida do sindicato e das preocupações inerentes ao sector da aviação civil em Portugal.
Para além de terem sido votados e aprovados, por unanimidade, o Relatório e Contas de 2011 e o Orçamento para 2012, discutiram-se temas como o dos novos desafios que se enfrentam na Contratação Colectiva, as consequências das privatizações de empresas de importância estratégica do sector aéreo, e a organização sindical, no seu todo e enquanto estrutura dinâmica e social.
Do encontro saiu ainda uma moção, aprovada por unanimidade por toda a estrutura do SITAVA.
Moção
A Estrutura Nacional do SITAVA, reunida a 12 e 13 de Abril de 2012, após análise de toda a problemática que afecta todo o sector aéreo nacional, entende que:
1. A anunciada e teimosa insistência na privatização das empresas estruturantes do sector – TAP e ANA –, pelos perigos anunciados que tal encerra, irá, se levada por diante, pôr em causa directamente não só a principal exportadora nacional – a TAP e a ANA – com todas as consequências inerentes conhecidas, como perda directa de receitas para os cofres do Estado, fazer perigar centenas ou mesmo milhares de postos de trabalho e tornar o país em geral ainda mais periférico.
2. Pelo efeito dominó, a manutenção de dezenas de milhares de postos de trabalho que directa e indirectamente contribuem para a sustentação de todo o sector, estimados em mais ou menos cinquenta mil, poderão por esse efeito vir a ser postos em causa, em largo número, com todos os encargos para a Segurança Social que tal implica, tendo em conta o drama principal que se traduz na perda do posto de trabalho, que numa economia em recessão será equivalente a uma pena capital.
3. Por todos os perigos que este ataque sem precedentes implica a todo um sector com integração de mão de obra qualificada média/alta, de difícil ou impossível recuperação, como infelizmente já aconteceu noutras áreas de actividade, condenando assim este país a um acentuado e prolongado estado de pobreza e dependência generalizados, é decidido:
- rejeitar/ repudiar com toda a frontalidade a intenção de levar por diante a intenção de privatizar a TAP e a ANA;
- responsabilizar o poder político por todas consequências inerentes, caso venham a insistir nesta política suicida;
- mobilizar os trabalhadores em geral no sentido de combater a política anunciada que visa destruturar todo o sector.
UNIDOS, VENCEREMOS!
Lisboa, 12 de Abril de 2012 |